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Afinal,
quem é você, Menina
? Que surgiu de
repente, Que caminhando me fascina, Que transpira seus
desejos com um próprio calor ardente, E suspira um jeito
traquina
?
Mas,
quem é você, Menina
? Que tem uma
história cantada, Namorando na relva molhada. Que correu na
campina, E que, brincando de roda, Transformou-se nessa Mulher Amada
?
Bem, na verdade,
Menina, Peço perdão por não te
revelar, Mas sou louco
por te amar No tanto que
tenho pra te dar, E
arrisco Vinicius parafrasear:
‘’...No seguinte instante do Amor
Maior, Tudo se fez
Distante... O que era Alegre se
fez de Triste, O que antes se fez
Amante...’’
Mas,
compreenda, Menina, Isso é apenas um
verso, E precisa de uma rima; Porém, se fosse o
inverso, Eu declararia acima:
‘’...Tudo o que quero agora É te dar todo
o prazer do Universo, E beber, do
seu prazer, O prazer que
não tive outrora...’’
Seja você quem for,
Menina, Venha de onde você
vier, Quero-te sempre
Pequenina, Graciosa, Carinhosa, Saborosa
Mulher, Para infindos dias de prazer; E para os arrufos de
mau humor, Aplicamos um leve tempero de flor, Salpicando nos ares um
aroma doce, Lambuzando nossos corpos de
Amor.
Arnaldo
Borer Manso |